quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Bicicletas "aero"

DeHaviland Comet
Aero. Desde 1906, quando coisas mais pesadas que o ar deixaram o chão, inventores, desenhistas e engenheiros perseguem o sonho de ir mais rápido. A preocupação com a eficiência aerodinâmica é tão antiga quanto os primeiros aeroplanos. Poderia ficar horas escrevendo sobre Reynolds, Bernoulli, Venturi, Newton, fluxo laminar e turbulento, diferencial de pressão... Só não vou fazer isso porque já tem muito tempo que estudei isso e não lembro mais de muita coisa. E também porque isso é um Blog sobre ciclismo. Nós usamos as pernas e não o cérebro. Mentira.
Olha isso, véi!!!!
A procura por eficiência contra o vento que era restrita as bicicletas de contra relógio chegou à estrada. Nesse tipo de competição é só pernas, pulmão, coração e vento na cara (um pouquinho de cérebro), nada de pelotão. Assim se justifica o peso a mais que se carrega para ter perfis afilados na estrutura da bici e nas rodas.


O assunto é controverso. Será que funciona mesmo ou é só marketing?... Não dá pra esgotar o topico em um texto só. Inclusive, escrever sobre o assunto me ajuda a formar opinião, então não se surpreenda se eu mudar. Durante a transmissão do Tour desse ano, o apresentador Celso Anderson deu uma alfinetada ao vivo, dizendo que os quadros aero não ajudam nada no meio do pelotão. A reação à declaração foi forte. A treta é séria. E eu vou entrar nela.

Giant Propel
Eu babo nessas bicicletas aero. Muito, porque eu adoro aviões (Reynolds, Bernoulli...). Acho a Giant Propel uma das mais bonitas. A Specialized bate forte nessa tecla pra justificar o preço astronômico da nova Venge Vias (belíssima, diga-se). Dizem que beleza está nos olhos de quem vê, eu como ex-piloto de linha aérea, vejo beleza em linhas aerodinâmicas

Nenhum comentário:

Postar um comentário